Prevenção contra o câncer de próstata deve se transformar em rotina a ser seguida

Prevenção contra o câncer de próstata deve se transformar em rotina a ser seguida

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que durante o ano de 2018 mais de 62 mil novos casos de câncer de próstata serão diagnosticados no Brasil, sendo o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele não-melanoma. O aumento das taxas vem junto com a evolução dos exames para diagnóstico e principalmente pela conscientização dos homens que buscam mais informações sobre a doença e maneiras de prevenção que ficam mais evidentes em campanhas como o Novembro Azul.

Para Jonatas Luiz Pereira, urologista do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, a tendência é que novos casos apareçam com o passar dos anos em decorrência do envelhecimento da população masculina. “Sabemos que a idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata. Temos recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia de iniciar o rastreamento dos tumores de próstata a partir dos 50 anos, em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. A população da raça negra também precisa ter uma atenção maior, já que a afrodescendência também é um fator de risco”, cita o especialista.

Durante a fase inicial, o tumor de próstata é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas. Quando alguns sinais começam a aparecer, entre eles dor óssea e emagrecimento, cerca de 95% dos tumores já se encontram em fase avançada, o que dificulta as chances de cura. Por essa razão, é fundamental manter os exames de rotina. “Atualmente, fazemos o rastreamento pelo exame de PSA (antígeno prostático específico) somado ao exame de toque retal. Caso apareça alguma alteração, prosseguimos com a investigação. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Também podemos utilizar a biópsia de fusão, que acontece quando unimos imagens de ressonância e ultrassom para fazer a punção de uma área suspeita dentro da próstata. Em estágio inicial, podemos falar em cura da doença, porém, em casos avançados, já com metástases, focamos no controle da doença”, aponta o urologista.

A escolha pelo melhor tratamento vai depender de determinados aspectos, como o estado de saúde do paciente, estadiamento da doença e expectativa de vida. “Em casos iniciais, a indicação pode ser cirurgia, radioterapia, com ou sem a hormonoterapia, e, em algumas situações, a vigilância ativa, que é uma forma de seguir pacientes com tumores de muito baixo risco mais de perto. Já para pacientes em estágios avançados da doença, recomenda-se a hormonoterapia associada com outras drogas hormonais ou até mesmo com a quimioterapia. Um aliado ao tratamento são as cirurgias robóticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a técnica que está amplamente disponível, representa aproximadamente 90% de todas as cirurgias de próstata. No entanto, a prevenção ainda é a melhor estratégia contra esse tipo de câncer. Os homens devem se conscientizar sobre a importância de manter uma rotina de consultas com o urologista, médico que vai avaliar o paciente regularmente, a curva dos resultados de PSA e alterações no exame físico da próstata. Toda forma de prevenção deve se transformar em rotina a ser seguida”, destaca Jonatas Luiz Pereira.

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