Psiquiatria

Ao todo, existem mais de 200 tipos de psicoterapia com linhas terapêuticas diferentes. Ana Merzel, Coordenadora do Serviço de Psicologia do Einstein, explica as principais linhas terapêuticas utilizadas hoje:

Psicanálise: Segundo Freud, a psicanálise é um procedimento para a investigação de processos mentais que são quase inacessíveis de outra maneira. É um método para o tratamento de distúrbios neuróticos que proporciona uma série de informações psicológicas, e que se tornou uma nova disciplina científica. É uma teoria que procura descrever a origem dos transtornos mentais, o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar a motivação humana. Com base neste corpo teórico, Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia. O número de sessões semanais é variável e normalmente os processos terapêuticos levam anos. Geralmente o analista utiliza divã.

Junguiana: Carl Jung, fundador da psicologia analítica e discípulo de Freud, passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. O inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, enquanto o coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que agregam sentimentos profundos de apelo universal. A psicoterapia junguiana tem como metas terapêuticas não só a conscientização das emoções, mas dos conflitos não aceitos, expressos muitas vezes por meio de doenças e sofrimentos. Tem como meta principal ajudar o indivíduo a retornar à sua essência de afeto, liberdade e bem-estar, ou seja, o resgate de sua condição humana, individual, natural e sem deformações. Os analistas junguianos utilizam o conteúdo onírico (sonhos) dos pacientes como meio de análise. O tempo de terapia é variável.

Lacaniana: Jacques Lacan foi seguidor de Freud e para ele a psicanálise não é uma ciência, e sim, uma prática por meio da livre associação chegando ao núcleo do ser. Esta terapia constitui-se pela noção de sujeito e de que o inconsciente se estrutura como a linguagem. O tempo da sessão é variável e depende do tempo lógico, isto significa que existem momentos de corte que são muito precisos e em que o analista precisará intervir sem hesitação.

Psicoterapia Cognitiva Comportamental: É uma forma de terapia objetiva que procura tratar de maneira direta e eficaz com ênfase no presente. O foco principal desta terapia está em como os problemas interferem na vida diária, e como é possível alcançar o entendimento destes problemas e desenvolver maneiras de lidar com eles. É um tipo de psicoterapia mais ativa, em que o psicoterapeuta participa ativamente e convoca o paciente a pensar sobre determinados assuntos entre as sessões.

Gestalt Terapia: É pautada na doutrina holística, na fenomenologia e no existencialismo. Baseada no “aqui-e-agora”, a Gestalt Terapia tem como foco levar as pessoas a restaurar o contato consigo, com os outros e com o mundo. Por ser considerada uma abordagem humanista, acredita na capacidade do ser humano em se auto-realizar e de desenvolver seu potencial. O tempo de terapia é variável.

Psicodrama: Baseia-se na teoria da espontaneidade e na teoria dos papéis. A primeira está ligada à criatividade, e a segunda, a um conjunto de várias possibilidades de identificação do ser humano. Os papéis psicodramáticos expressam as distintas dimensões psicológicas do eu (self) e a versatilidade potencial de nossas representações mentais. A técnica utilizada é a dramatização de situações vivenciadas ou sentidas. O tempo de terapia é variável.

Campos de Atuação

  • Transtorno de Conduta
  • Personalidade
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Desordens Alimentares
  • Déficit de Atenção
  • Sindromes de Humor
  • Depêndencia Química

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