Setembro Amarelo: como ajudar alguém com depressão?

Setembro Amarelo: como ajudar alguém com depressão?

A campanha Setembro Amarelo tem como principal objetivo a prevenção do suicídio. São várias as causas e fatores que levam uma pessoa a decidir tirar sua própria vida, mas o principal deles é a depressão. “É importante termos consciência que a depressão é uma doença. Ela é muitas vezes malvista pela sociedade porque algumas pessoas banalizam seus sintomas”, destaca o psicólogo e presidente da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Psicologia de Sergipe (CRP/SE), Pedro Alves.

Mas como identificá-la e oferecer ajuda? Para o psicólogo, é fundamental termos consciência que a tristeza é um fenômeno natural, isto é, faz parte de alguns momentos da vida. No entanto, quando essa tristeza é apresentada de maneira permanente, pode ser um dos indícios de um quadro depressivo. “Quando essa tristeza é prolongada, ou seja, vem acompanhada de insônia, perda de apetite, falta de interesse por atividades cotidianas, isolamento social e afins”, alerta o psicólogo.

A partir daí, é importante manter o diálogo com a pessoa, sem ofensas e julgamentos, procurando ouvi-la, para depois encaminhá-la a um profissional responsável, como um psicólogo, por exemplo. “Criou-se um preconceito em relação a depressão, pois para muitos, assumir que tem a doença é como se a pessoa fosse assumir que não tem capacidade para lidar com os problemas do cotidiano. É como se a pessoa assumisse uma vulnerabilidade, uma fraqueza. Isso impacta a autoestima e que faz com que ela não busque tratamento, e não recorrendo ao tratamento, a enfermidade se agrava”, detalha. ” É importantíssimo o apoio de familiares e amigos, pois com esse acolhimento, o indivíduo sente confiança para iniciar o tratamento”, completa.

A campanha setembro amarelo contribui para dissipar preconceitos e promover ações para ajudar nos esclarecimentos de como auxiliar alguém que esteja com depressão. Para Pedro Alves, é indispensável que a sociedade participe dos eventos que estão sendo promovidos por algumas intuições, como o Conselho Regional de Psicologia (CRP/SE), Associação Sergipana de Psiquiatria (ASP), Centro de Valorização da Vida (CVV), além de algumas instituições privadas.

“Palestras, rodas de conversa, oficinas, vivências, passeio ciclístico, caminhadas de conscientização, panfletagem, tudo isso está acontecendo no nosso estado. É importante que a população prestigie para adquirir informações e esclarecimentos sobre como prevenir o suicídio, identificando os sinais de alerta, sabendo como fazer o encaminhamento adequado para a pessoa receber o auxílio profissional”, pontua.

Por João Paulo Schneider e Raquel Almeida

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